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18 abril 2011

Corrente interessante...



Quando você carrega uma Bíblia, 
Satanás fica com dor de cabeça...
Quando você abre a Bíblia, 
Ele desmorona...
Quando ele vê você lendo a Bíblia, 
Ele desmaia...
Quando ele vê você vivendo o que você lê, 
Ele foge...
E quando você estiver a ponto de repassar esta mensagem . . . 
Ele tentará desencorajar você . . .


Eu acabei de vencer estes obstáculos, pela Graça de Deus!
Alguém mais?





Quando olhei essa mensagem, achei melhor publicá-la ao invés de encaminhar... Muito interessante e nos faz refletir sobre a importância de conhecer a palavra de Deus. Muitas pessoas seguem a um Deus que não conhecem. Como posso dizer que sou cristão se não conheço as obras de Jesus, se não vivo como Ele viveu, se não tenho Ele como exemplo para minha vida?
Se você é cristão, dedique mais tempo na leitura das escrituras e conheça mais a fundo Aquele que deu a Sua vida pelos seus pecados. 


Tenha um ótimo dia...





04 abril 2011

Mortos pela GULA!!!

Lendo a história contada no livro de Números a respeito do povo de Israel no deserto, uma passagem em especial me chamou muito atenção.
Quem conhece a história sabe que o povo de Israel passou séculos sendo escravizado no Egito (como diz lá em Ex 1.11 - "Estabeleceram, pois, sobre eles chefes de trabalhos forçados, para os oprimir com tarefas pesadas..." v. 14: "Tornaram-lhe a vida amarga, impondo-lhes árdua tarefa de preparar o barro, e fazer tijolos, e executar todo o tipo de trabalho agrícola; em tudo os egípcios os sujeitavam a cruel escravidão.")
Por muito tempo os israelitas clamaram ao Senhor para que saíssem da escravidão. Então Deus levantou Moisés para liderar o povo e levá-lo a terra prometida - Canaã.
Em tudo os israelitas reclamaram, mas em tudo o Senhor supria e NUNCA, nos 40 anos que o povo passou no deserto, eles passaram algum tipo de necessidade. Quando a fome batia, o Senhor fazia cair do céu o MANÁ ("O maná era como semente de coentro e tinha aparência de resina. O povo saía recolhendo o maná nas redondezas, e o moía num moinho manual ou socava-o num pilão; depois cozinhava o maná e com ele fazia bolos. Tinha gosto de bolo amassado com azeite de oliva. Quando o orvalho caía sobre o acampamento à noite, também caía o maná." Nm 11.7-9)
Então o povo que nunca estava satisfeito com nada começou a reclamar:
"Um bando de estrangeiros que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios israelitas tornaram a queixar-se, e diziam: "Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná! " Nm 11.4-9

Aí eu pergunto: valeria a pena voltar para a escravidão no Egito em troca de CARNE???

Você provavelmente vai responder que não. Imagina, por mais que estivessem no deserto, com dificuldades, mas já haviam deixado de ser escravos (e com muita luta - vide livro de Êxodo). Estavam sendo sustentados pelo próprio Deus no deserto e ainda queriam voltar para o Egito só para comer carne?

É queridos, mas na vida cristã, muitos optam por comer carne. Quantas pessoas saíram da presença de Deus porque sentiam falta do que o mundo oferecia? Achavam que eram mais felizes longe da presença de Deus? Achando o maná insuficiente para serem felizes e escolheram voltar e comer carne vermelha e a serem escravos novamente? Se você tiver curiosidade e ler os livros de Êxodo e Números irá perceber que inúmeras vezes o povo fazia essa reclamação "Quem me dera estar ainda no Egito..." e irão perceber também o tamanho da misericórdia de Deus, o tamanho do amor de Deus pelo povo e assim como muitas vezes somos como o povo de Israel - reclamões - assim também podemos perceber que o amor de Deus por nós é  o mesmo. Mesmo com toda a nossa ingratidão, nossas murmurações, Deus não deixa de nos amar e nos mostra isso todos os dias. Esse ano quando trabalhei no Projeto Resgate durante o carnaval, me deparei com situações muito comuns: pessoas que estavam afastadas da presença de Deus, queriam voltar, mas não conseguiam. Isso é a escravidão. Não deixem que as seduções do mundo os levem para morte. 

NÃO SEJAM MORTOS PELA GULA!!!


10 março 2011

Livro de Números


Oi pessoal...
Hoje estou aqui com mais um estudo. Nos últimos dias começamos a ler o livro de Números pelo P.A.L.B. (Plano Anual de Leitura da Bíblia - será escrito a partir de agora assim) e pesquisando encontrei esse estudo a respeito do livro. Ao final da postagem vc pode fazer o download de outro estudo em pdf.
Grande abraço e bons estudos bíblicos...



Autor: Tradicionalmente Moisés
Data: Cerca de 1400 a.C.
Leia na Integra o Livro de Números
Autor
Tradicionalmente, a autoria é atribuída a Moisés, a personalidade central do livro. Nm 33.2 faz uma referência especifica a Moisés, registrando pontos sobre a viagem no deserto.
O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta), seguido pela Vulgata (numeri). No texto hebraico, o nome do livro é No Deserto , tirado da linha de abertura. “Falou mais o senhor a Moisés, no deserto do Sinai”.
Data
Assumindo a autoria mosaica, provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC., pouco antes de sua morte. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos, começando logo após o Êxodo, em 1400 aC.
Conteúdo
A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”, significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. Moisés, cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34, é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio.
O Livro de Número continua o relato do período mosaico, que se inicia com o Êxodo. Começa com Israel ainda no Sinai. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19.1. Israel deixa o Sinai em Nm 10.11.
Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1.1-10.10); 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10.11-36-13). As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem, e o resto do livro conta a viagem em si.
As instruções no Sinai (1.1-10.10) cobrem uma variedade de tópicos, mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. Os caps. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos, seguido de um relatório de concordância com o mandamento. Os caps. 5-6 lidam com a imundície ritual, a infidelidade marital, e os nazireus. No cap. 7, os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. O cap. 8 fala da consagração dos levitas. O cap.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo; o motivo do preparo é reconsiderado em 10.1-10, onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas.
A seção de Nm que lida com a viagem (10.11-36.13) tem duas partes principais. Em primeiro lugar, 10.11-25.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas, rebeliões e desobediência da primeira geração, que levou à morte deles.
A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. Começa com um novo censo (comparar com o cap. 1), observando que toda a primeira geração, exceto Josué, Calebe e Moisés, morreu no deserto. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida.
Cristo Revelado
Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10.4). A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20; Ex 17). Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo, a quem libertou do cativeiro.
A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24.17, “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel”. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente, conforme atestado pelos textos de Qumran. Jesus Cristo é o Messias, de acordo com o testemunho uniforme do NT, e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala.
O Espírito Santo em Ação
Fala-se diretamente sobre o E. Santo no cap. 11. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia. No v. 16, Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa.
Quando o Espírito é dado aos anciãos, ele causa a profecia (v. 25). Somente o setenta anciãos nomeados profetizam. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando, Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.16-21), quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.
Esboço de Números
I. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-10.10
Relato sobre a tomada do censo 1.1-4.9
1) Censo militar 1.1-2.34
2) Censo não militar: levitas 3.1-4.49
Instruções e relatos adicionais 5.1-10.10
1) Cinco instruções 5.1-6.27
2) Ofertas dos líderes 7.1-89
3) Levitas dedicados 8.1-26
4) Segunda Páscoa 9.1-14
5) Direção pela nuvem e fogo 9.15-23
6) As trombetas de prata 10.1-10
II. Relato da viagem do Sinai 10.11-36.13
Rebelião e punição da primeira geração 10.11-25.18
1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.11-36
2) Queixas do povo 11.1-3
3) Ansiando por carne 11.4-35
4) Desafio para Moisés 12.1-16
5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-14.45
6) Instruções relacionadas às ofertas 15.1-41
7) Desafios à autoridade de Arão 16.1-18.32 8) Leis da purificação 19.1-22
9) A morte de Miriã e Arão 20.1-29
10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-35
11) Balaque e Balaão 22.1-25.18
Preparo da nova geração 26.1-36.13
1) Um novo censo 26.1-65
2) Instruções relacionadas à herança, ofertas e votos 27.1-30.16
3) Vingança sobre os midianitas 31.1-54
4) As tribos da Transjordânia 32.1-42
5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-49
6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.50-36.13
.Fonte: Bíblia Plenitude

Fonte: monergismo.com

25 fevereiro 2011

Continuando a estudar o livro de Levítico...

Continuando com os estudos acerca do livro de Levítico, esse comentário que irei postar agora é ainda mais esclarecedor. Confira esse texto no SACRIFÍCIOS E SACERDOTES.


Tenha uma ótima noite e bons estudos...











"Tudo o que Deus ordenou a Israel com relação a costumes foi planejado para lembrar o povo de que tinha um relacionamento especial com Deus e havia sido chamado para caminhar em comunhão com Ele” (Lawrence Richards).

O livro de Levítico

O livro de Levítico recebe seu nome da Septuaginta (a tradução do AT grego) e significa “relacionado com os levitas”. Seu título em hebraico, wayyqra’, é a primeira palavra do texto hebraico do livro e significa “e ele [o Senhor] chamou”. Este livro registra as leis e regulamentos do culto que se realizava no tabernáculo, incluindo-se instruções sobre a purificação cerimonial, as leis morais, os dias santos, o ano sabático e o Ano do Jubileu. Essas leis foram outorgadas por Deus para que Israel organizasse seu sistema de adoração.
O principal pensamento de Levítico é a santidade. Deus diz: “Pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo” (11.44; cf.: 11.45; 19.2; 20.7,26; 21.8,15; 22.9,16,32). Em Levítico, a santidade espiritual é simbolizada pela perfeição física. Por isso, o livro exige animais perfeitos (caps. 1—7) e requer sacerdotes sem deformidade (caps. 8—10).

A teologia de Levítico
Muitos temas teológicos fundamentais para a fé cristã são abordados no livro de Levítico. Conceitos como expiação, consagração e comunhão são meticulosamente desenvolvidos a partir do conteúdo deste livro. Entre outros temas teológicos relevantes, abordados em Levítico estão:
1. Informações acerca do caráter de Deus e da Sua vontade para aqueles que estão num relacionamento de aliança com Ele;
2. A presença de Deus com seu povo, simbolizada pelo Tabernáculo no meio do arraial, que era o assento da Sua glória;
3. O sistema sacrificial, que é apresentado com muitos detalhes, foi um dos meios mediante os quais era regulada a vida comunitária em Israel;
4. Deus não é apenas uma divindade viva e onipotente, como também é a essência da santidade, conceito que envolve atributos éticos e morais, que devem ser refletidos na existência dos israelitas, no dia-a-dia;
5. A pecaminosidade humana e os meios limitados que Deus adotara para restaurar o pecador à comunhão consigo mesmo são demonstrados no sistema sacrificial;
6. O livro ensina também que a expiação pelo pecado deve ser pela substituição. O pecador deve trazer uma oferta que adquiriu com certo preço, como substituto pela sua própria vida;
7. Nenhuma pessoa pode ser seu próprio salvador. O indivíduo deve comparecer perante Deus com arrependimento, confessar seu pecado e obter o perdão de um Deus misericordioso que repudia o pecado mas que demonstra Seu amor ao pecador, conforme a aliança estabelecida por Ele;
8. Toda a vida é vivida sob o olhar vigilante de Deus. Como resultado, não existe nenhuma diferenciação entre o que é santo e o que é secular na vida do povo da aliança. A santidade de Deus deve regular e dirigir cada área da atividade humana.

Os sacrifícios (1—7)
Antes de observarmos como funcionava o sistema sacrificial de Levítico, é preciso que compreendamos quatro verdades básicas sobre o sacrifício:
·  Sob a Lei, o sacrifício era o único meio satisfatório pelo qual os israelitas podiam permanecer em comunhão com o Senhor (cf.: 24.20,26,31,35; 5.10,13,16,18; 6.7);
·  Os sacrifícios eram limitados, abrangendo somente certos tipos de pecados pessoais, basicamente pecados por ignorância, acidente, falta de cuidado e omissão, além de pecados de natureza ritual ou social. Não havia sacrifício previsto para a violação intencional dos mandamentos de Deus (cf.: 4.13,22,27; 5.1-5);
·  O sistema sacrificial não era em si mesmo uma forma de salvação. Mas através dos sacrifícios, o pecador arrependido demonstrava gratidão pela resposta graciosa de Deus à sua fé e à confissão do seu pecado. Os sacrifícios não poderiam fazer nada pelo pecador que não estivesse genuinamente arrependido (Jr 7.20-23; Am 5.21-27; Mq 6.6-8);
·  Na prática, o sacrifício antecede a lei mosaica. O ato de Deus matar um animal para cobrir, com a pele, a vergonha de Adão e Eva, foi o primeiro sacrifício. Mesmo antes da Lei os sacrifícios de animais continuaram sendo a norma (Gn 3.21; cf.: Gn 4.3-7; 8.20,21; 15.9,10; Êx 12; Jó 1.5; 42.7-9).É importante lembrar que a idéia do sacrifício não é de a pessoa pecar de forma imprudente e obter de Deus um remédio fácil. O sacrifício visava às pessoas cujo coração já estava voltado para o Senhor (cf.: Sl 51.16-19).

Veja, no quadro abaixo, os diversos tipos de sacrifício prescritos no livro de Levítico:
Os sacrifícios do AT
SACRIFÍCIO
REFERÊNCIAS NO AT
ELEMENTOS
PROPÓSITO
Holocausto
Lv 1; 6.8-13; 8.18-21; 16.24
Novilho, carneiro ou ave (rolinhas ou pombinhos no caso dos pobres); totalmente consumidos; sem defeitos
Ato voluntário de adoração; expiação por pecados sem intenção em geral; expressão de dedicação, devoção e total entrega a Deus
Oferta de cereal
Lv 2; 6.14-23
Grãos, a melhor farinha, azeite, incenso, pães assados (bolos ou pães finos), sal; nenhum fermento nem mel; acompanha o holocausto ou a oferta de comunhão (junto com a oferta derramada)
Ato voluntário de adoração; reconhecimento da bondade e providência divina; devoção a Deus
Oferta de comunhão
Lv 3; 7.11-34
Qualquer animal sem defeito dentre as manadas e os rebanhos; vários pães
Ato voluntário de adoração; ações de graças e comunhão (Incluía uma refeição comunitária)
Oferta pelo pecado
Lv 4.1-5; 6.24-30; 8.14-17; 16.3-22
1. Novilho: para o sumo sacerdote e a congregação.
2. Bode: para o líder.
3. Ovelha ou cordeiro: para as pessoas em geral.
4. Rolinha ou pombinho: para os pobres.
5. Jarro da melhor farinha: para os muito pobre.
Expiação obrigatória para o pecado específico sem intenção; confissão do pecado; perdão do pecado; purificação da contaminação.
Oferta pela culpa
Lv 5.14-6.7; 7.1-6
Carneiro ou cordeiro
Expiação obrigatória pelo pecado sem intenção que requer restituição; purificação da contaminação; fazer restituição; pagar multa de 20%
Quando mais de um tipo de oferta era apresentado (como em Nm 7.16,17), o procedimento era em geral o seguinte: 1) oferta pelo pecado ou oferta pela culpa; 2) holocausto; 3) oferta de comunhão e oferta de grãos (junto com uma oferta derramada). Essa seqüência fornece parte do significado espiritual do sistema sacrificial. Primeiro: era necessário lidar com o pecado (oferta pelo pecado ou oferta pela culpa). Segundo: o adorador dedicava-se completamente a Deus (holocausto e oferta de cereal). Terceiro: era estabelecida a comunhão entre o Senhor, o sacerdote e o adorador (oferta e comunhão). Colocando em outra linguagem: havia sacrifícios de expiação (ofertas pelo pecado e ofertas pela culpa), de consagração (holocaustos e ofertas de cereal) e de comunhão (ofertas de comunhão que incluíam ofertas do cumprimento de votos, ofertas de gratidão e ofertas voluntárias).

A conexão com a vida cristã
Como já vimos, através dos sacrifícios são desenvolvidos três conceitos fundamentais para a fé cristã: a expiação, a consagração e a comunhão. A ordem dos sacrifícios descritos nos preceitos rituais constitui-se em um importante guia para os cristãos, no que diz respeito aos princípios da espiritualidade e do culto a Deus.
·  A expiação: dos três conceitos enunciados, aquele que tinha prioridade dizia respeito à purificação do pecado, denotada pela oferta pelo pecado ou pela oferta pela culpa;
·  A consagração: quando a expiação apropriada tivesse sido feita, o adorador devia entregar sua vida e obra a Deus, conforme é indicado pelo holocausto e pela oferta de cereal;
·  A comunhão: finalmente, devia desfrutar da comunhão com Deus dentro do contexto de uma refeição de comunhão, que era fornecida pela oferta pacífica ou sacrifício de comunhão.Os sacrifícios para a expiação eram a porta de entrada para o Tabernáculo, onde o Deus santo encontrava o homem pecador. Para que o homem saísse vivo desse encontro, o pecado tinha de ser tratado, e isso só poderia ser feito através do sangue. Na verdade, o sangue era vital, pois Deus disse: “A vida da carne está no sangue, e eu o dei a vocês para fazerem propiciação por si mesmos no altar; é o sangue que faz propiciação pela vida” (Lv 17.11). O pecador era ensinado que o pecado exigia a entrega da vida do pecador, mas Deus, misericordiosamente, aceitava um substituto.
As palavras hebraicas traduzidas em português por “expiação” ou “expiar”, significam basicamente “cobrir” ou “esconder”. Isto é, a expiação sugere a idéia de algo que cobre o pecado da pessoa e o esconde, permitindo que se aproxime de Deus. Com certeza, esse era o papel que a expiação desempenhava no AT. Quem pecasse tinha de tornar público o pecado e, como ato de confissão, trazer sua oferta – um animal – ao sacerdote. Feito o sacrifício, o sangue era derramado, e dessa maneira o sacerdote fazia “propiciação pelo pecado” da pessoa (Lv 4.26). O sacrifício sempre foi o fator central da ação da graça de Deus a favor do ser humano.
Hoje, sabemos que os sacrifícios do AT apontavam para o sacrifício perfeito de Cristo, na cruz, no lugar do homem pecador. Já no AT, o profeta Isaías profetizou sobre o Messias que se apresentaria como sacrifício pelo pecado de muitos (Is 53.7,10,12). Como disse Pedro: “Cristo sofreu pelos [nossos] pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” (1Pe 3.18). O escritor de Hebreus diz que Cristo é o sumo sacerdote que precisávamos, que ofereceu a si mesmo em sacrifício, para a expiação definitiva dos nossos pecados (Hb 7.26-28; cf.: 10.14,18).
Foi o sacrifício de Cristo que conferiu propósito e significado aos sacrifícios do AT, que cobriam ou escondiam os pecados, permitindo que Deus os ignorasse, até que Jesus viesse tirar realmente o pecado por meio do sacrifício de si mesmo (Rm 3.25,26). Por meio do sangue de Cristo, fomos definitivamente libertos. Por isso a obra da redenção está completa!

O sacerdócio no AT
“Cada crente verdadeiro é um sacerdote, em virtude de sua união com o Senhor Jesus, a qual proporciona vida, e nada pode quebrar essa união” (J. Sidlow Baxter, Examinai as Escrituras, Edições Vida Nova).

Por que estudar o sacerdócio do AT?
Existem pelo menos três razões pelas quais o estudo do sistema sacerdotal do AT é de extrema importância para o cristão de hoje:
1. O sacerdócio é uma instituição fundamental do AT. Compreendê-lo é a chave para a compreensão do plano de Deus revelado nas Escrituras;
2. Cristo é chamado de nosso Sumo Sacerdote (Hb 4.14,15; 8.1); e
3. Nós, crentes, fomos designados para sermos “sacerdócio real” (1Pe 2.5,9).
Portanto, se quisermos descobrir nossa identidade de “crentes sacerdotes”, chamados para ministrar em um mundo que rompeu com Deus, precisamos ter uma compreensão clara do que o sacerdócio do AT significa.

Definição de sacerdote
Em geral, o sentido da palavra hebraica kohen, traduzida para o português como sacerdote é: “ministro das coisas sagradas”. A raiz dessa palavra significa “ficar em pé”. O sacerdote seria então aquele que fica diante de Deus, como um serviçal (Dt 10.8; 18.5; 21.5).

Origem do sacerdócio
Na época patriarcal não havia um sistema sacerdotal organizado. Os atos de culto, especialmente o ato central que é o sacrifício, eram realizados pelo rei ou pelo chefe da família. Alguns exemplos são:
·  Abel: Gn 4.3-5;
·  Noé: Gn 8.20
·  Abraão: Gn 12.8;
·  Melquisedeque: Gn 14.18;
·  Jetro: Êx 18.12;
·  Jó: Jó 1.5.

Como se originou o sistema sacerdotal?
A origem do sistema sacerdotal organizado, como aparece em todo o AT, se dá no livro de Êxodo, quando os homens da tribo de Levi assumiram as funções sacerdotais, tendo sido consagrados para o serviço do Senhor, em lugar de todos os primogênitos de Israel (Êx 2.1-10; 4.14; 6.16-27; cf. Êx 13.2,13; Nm 3.11-13,41)

Por que Deus escolheu os levitas?
Ao que tudo indica, a tribo de Levi foi escolhida por Deus para assumir o sacerdócio, em lugar dos primogênitos de Israel, quando os levitas vingaram a honra do Senhor, logo após a apostasia promovida por Arão (Êx 32.25-29).

Qual a principal tarefa dos levitas, no deserto?
Os levitas tinham a responsabilidade de desmontar, transportar, erigir e proteger o Tabernáculo, durante toda a peregrinação de Israel no deserto (Nm 1.47-54).

Todos os levitas eram sacerdotes?
Dentre os levitas, Arão e seus filhos foram designados por Deus para cuidar do sacerdócio. É possível que a família de Arão tenha sido separada, após o mesmo ter sido enviado por Deus, junto de Moisés, para servir de porta voz diante do povo de Israel (Êx 4.14-16).

As funções sacerdotais
Dentre as inúmeras funções para as quais os sacerdotes foram designados, as que são mais evidenciadas no AT são:
·  Transmitir os oráculos divinos ao povo, revelados através do Urim e do Tumim (Êx 28.30);
·  Ensinar a Lei de Moisés a Israel (Lv 10.10,11; Dt 33.10);
·  Apresentar sacrifícios pelos pecados do povo (Dt 33.10b; Hb 5.1); e
·  Servir como mediador entre Deus e o homem (Hb 5.1; Êx 28.29).

O sacerdote como tipo de Cristo
Nenhuma outra doutrina bíblica confere tanta dignidade ao sacerdote, quanto a que aponta para o mesmo como um tipo de Jesus Cristo.
·  Cristo é o nosso sumo sacerdote (Hb 8.1);
·  Como sacerdote, Cristo se identifica como homem (Hb 2.17,18);
·  Ele ofereceu a si mesmo, como oferta pelo pecado (Hb 7.26-28; 10.14,18);
·  Cristo é o único mediador entre Deus e o homem (1Tm 2.5).

A igreja como sacerdócio santo
A Bíblia mostra que Israel falhou em cumprir suas funções sacerdotais, diante das outras nações do mundo (Êx 19.6; Os 4.6). No entanto, em Zc 3.1-10, Deus promete purificar e restaurar Israel como nação sacerdotal. Alguns intérpretes da Bíblia sugerem que a instituição da igreja como “sacerdócio santo” (1Pe 2.5; Ap 5.9,10) é o cumprimento dessa promessa.

O ministério sacerdotal da igreja
A Bíblia revela como os crentes devem exercer seu “sacerdócio real” no mundo:
·  Refletindo a santidade de Deus e de Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote (1Pe 1.13-17);
·  Oferecendo sacrifícios espirituais a Deus:
1. Corpos dedicados a Deus (Rm 12.1);
2. Ofertas de dinheiro ou bens materiais (Fp 4.18; Hb 13.16);
3. Sacrifícios de louvor a Deus (Hb 13.15);
4. Sacrifícios da prática do bem (Hb 13.16).

 ·  Servindo como mediador entre Deus e os homens:
1. Intercedendo pelos homens diante de Deus (1Tm 2.1);
2. Representando Deus diante dos homens (Mt 5.16; 1Jo 4.8,16).

Bibliografia: Comentário Bíblico do Professor, Lawrence Richards, Editora Vida; Manual Bíblico de Halley, Henry Hampton Halley, Editora Vida; Bíblia de Estudo NVI, Editora Vida; O Antigo Testamento em tabelas e gráficos, John Walton, Editora Vida; Levítico, introdução e comentário, R. K. Harrison, Edições Vida Nova; Instituições de Israel no Antigo Testamento, R de Vaux, Editora Teológica; O Novo Dicionário da Bíblia, J. D. Douglas, Edições Vida Nova; Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento.

Questões para reflexão:
1. Pense na história de um personagem israelita imaginário: Basar. Ele é rico, mas não paga o salário justo aos empregados. Empresta aos pobres, mas com juros altos. Sem demora, quando não podem pagar, tira-lhes os bens ou vende-os como escravos. Planta em muitos campos, mas nunca deixa nada para que os pobres possam colher, como a Lei ordena. No entanto, oferece seus sacrifícios e ainda contribui com ofertas adicionais. De que forma Deus vê esse homem e seus sacrifícios? Responda a essa pergunta, com base nos seguintes textos:
·  Levítico 4;
·  Isaías 1.13-17; e
·  Jeremias 7.20-23.2. A exemplo do personagem imaginário, Basar, existe possibilidade do cristão ser igualmente negligente em relação ao sacrifício de Cristo por ele? Explique:
3. O que os israelitas do AT podiam aprender através dos sacrifícios apresentados no Tabernáculo? Como essas verdades podem ser compreendidas pelos cristãos de hoje?
4. Com base nos textos de Hebreus 7.26-28; 10.14,18 e Rm 3.25,26, quais as principais diferenças entre os sacrifícios do AT e o sacrifício de Cristo? Que significado o sacrifício de Cristo tem pra você?
5. De que maneira a igreja deve exercer seu ministério sacerdotal no mundo?